O bem que quero não faço

Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. (Rm 7:19)

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O bem que queremos fazer não conseguimos, mas o mal que detestamos e queremos nos afastar fazemos com uma facilidade incrível. Mas aí que reside o problema, pelo menos pra mim. Perguntas internas como: Não sou Cristão? Não sofri uma mudança de vida? Porque alguns de meus erros antigos continuam a me perseguir? Sempre estão comigo.

Acho que muito de nós já passamos por essas “crises”, eu pelo menos passo direto por elas, já chegando até a duvidar da minha salvação. Mas Paulo nos da uma resposta de forma grandiosa esse problema no capítulo 7 de Romanos. Mais precisamente no versículo 17 quando fala sobre “o pecado que habita em mim”.

Não estamos totalmente livres do pecado, diferentemente do que alguns acham quando se convertem, ele continua dentro de nós e em luta constante com nosso espírito (Gl 5:17). A grande diferença é que temos agora o poder de escolher, o pecado não tem mais domínio (Rm 6:14). Meu professor costuma usar uma ilustração de uma balança, que antes estava totalmente pendente para o pecado e agora está equilibrada. Mas é bom lembrar que embora não tenha domínio e tenhamos a escolha, ainda habita em nós pensamentos que vão contra nossa busca por santidade e obediência total a Deus.

E isso é mais evidente quanto mais buscamos a Deus, Lewis diz que “quanto mais buscamos fazer o bem, mais percebemos o quão ruim somos”, Paulo, buscando fazer o bem, diz que é um homem miserável por seu coração de pecados. Mas isso é um motivo de desespero? Não sei, tenho a opinião de que é preferível ver o quão ruim eu realmente sou, ver meus pecados e com isso lutar para a santificação do que ser cego com relação a isso como eu era antes, querendo me achar uma pessoa merecedora de qualquer coisa da parte de Deus por “ser melhor que meu vizinho”. A graça de Deus se manifesta mais ainda quando vemos que somos merecedores da ira, a ansiedade da volta de Cristo aumentar quando penso em ter um corpo livre dos pecados. E por mais que lutar com meus pecados doa, como bem ilustra Lewis em seu livro: “(…)E quando começou (o leão) a tirar-me a pele (ou cada pecado que eu tinha) senti a pior dor da minha vida. A única coisa que me fazia aguentar era o prazer de sentir que me tirava a pele. É como quem tira um espinho de um lugar dolorido. Dói pra valer, mas é bom ver o espinho sair” é sempre bom olhar pra trás, se comparar com anos antes e ver tudo que Cristo tem feito em minha vida.

Posso falar, assim como Paulo que sou um homem miserável e consciente que a lei do pecado ainda habita em mim, mas também posso render graças a Deus por poder crescer, me parecer mais com Cristo, tomando cuidado para não cair em meus erros ( 1Co 10:12) com a ciência que apesar das dificuldades e constantes lutas, vou buscar cada dia mais a Cristo.

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1 comentário Adicione o seu

  1. Dalva Oliveira disse:

    Graças a Deus pela sua Vida .

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