A depravação que habita em nós

“Sais ao encontro daquele que com alegria pratica justiça, daqueles que se lembram de ti nos teus caminhos; eis que te iraste, porque pecamos; por muito tempo temos pecado e havemos de ser salvos? Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam. ”
Isaías 64:5,6

Vamos analisar cuidadosamente este versículo precioso proferido pelo profeta Isaías. Primeiramente e o mais importante de se perceber: este versículo não é só direcionado para algumas classes de pessoas, que ao nosso ver, classificamos como “aqueles que fazem o mal”. Por muitas vezes, temos cauterizado em nossa mente o falso conceito de nós mesmos, e, por conseguinte, o falso conceito do que de fato é o pecado. Observemos.

É muito legal perceber o pronome que o profeta empregou no versículo 6, “nós”. Isso quer dizer que ele estava se incluindo em seu discurso. Que ele se referia como imundo, pecador. E que, mesmo sendo um profeta enviado por Deus, capacitado por Deus, ele dizia que sua justiça própria era como um trapo da imundícia. Aqui então, podemos perceber a existência de duas naturezas: a humana e a divina. Em nenhum momento o profeta se referiu à natureza divina em seu discurso, mas, em todas as ocasiões, referiu-se aos seres humanos, a “todos nós”. E então, atacando sua própria natureza humana, ele prosseguiu: murchamos como a folha, e somos tão fracos que as nossas iniquidades nos arrebatam. E então terá alguém que com alegria pratica a justiça? Terá alguém que possa se lembrar dos Seus caminhos? Será que existe alguém que de fato busque a Deus?

Vamos atentar para as duas naturezas. A humana: completamente corrupta, perversa, imunda, praticante do mal. A divina, é, a própria definição de Deus: “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar” (Hc 1.13). Que comunhão pode haver entre a pureza e a imundícia? Que comunhão pode haver entre a luz a as trevas? “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.” (Is. 59.2)

Não existe alguém, que habitando a Terra que conheça a Deus, entenda seus caminhos, seja capaz de discernir entre o bem e o mal! Nós somos o próprio mal, estamos entrelaçados pelo pecado, presos por uma natureza que é inimiga de Deus, definhando como meras frutas podres! “Ai de mim! Estou perdido! Pois os meus lábios são impuros, e moro no meio de um povo que também tem lábios impuros” (Is 6.5). Como que podemos alcançar salvação “por muito tempo temos pecado e havemos de ser salvos”? “Quem me livrará deste corpo que me leva para a morte?”

“Que Deus seja louvado, pois ele fará isso por meio do nosso Senhor Jesus Cristo!” Somos todos merecedores da ira divina! Para que o pecado fosse destituído de condenação do nosso corpo, foi necessário que o próprio Deus, o único capaz de suportar sua ira, tomasse a forma humana e morresse! Ah se pudéssemos entender a tamanha ira divina que o Senhor nos libertou! Ah se pudéssemos entender a nossa substituição pelo Cordeiro de Deus! “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos”! (Is 53.6)

Soli Deo Glória!

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