Pecado: Expressão suprema de ódio contra Deus.

“Deus jamais encontrará em nós algo digno de seu amor, se não que Ele nos ama porque é bondoso e misericordioso” João Calvino.

Ó maldito e desgraçado ser humano natural que sou! Desprezível verme pecador por natureza, não possuo nenhum atributo digno para ter chamado a atenção do Altíssimo, peco e peco continuamente, arrasto meus dias insultando a Deus em todas minhas inúteis e imundas tentativas de justificar-me em minhas fétidas obras, meu ser transpira pecado e aspira insultos ao Absoluto Governador do Universo! O que seria de mim se não fosse pelas mãos poderosas de meu redentor Jesus Cristo, o que seria de mim se não fosse cada martelada nos céticos cravos, transpassando seus Santíssimos punhos e pregando-o no maldito madeiro, o que seria de mim se não fosse o sacrifício de Seu Sangue integro, escrupuloso, probo, justo, virtuoso, confiável, reto, correto, irrepreensível, impecável, decente, cumpridor, honrado, honesto, digno! O que seria de um réu julgado e condenado justamente ao tormento eterno como eu se não fosse pela Graça do próprio Fundador dos mundos, CRISTO O REI, que por amor deixou ser apunhalado, esmagado, ó bendito sangue redentor… Como é possível tal amor de Deus para com uma criatura tão insolente e asquerosa como eu? Não digo que somos pútridos por que Deus assim nos criou, de fato nossa natureza anterior ao pecado é assombrosamente espetacular, uma obra prima do Bondoso Deus, mas no ato em que o pecado entrou em nossa existência simplesmente passamos para uma condição maldita, excessivamente mal, perversa, desagradável, detestável,  abominável, execrável. Não bastando nossa natureza profana, possuímos a bizarra ideia de “romantizar” nosso pecado.

Aceite a realidade meu irmão, somos indignos do amor do Criador! Nossa natureza pecaminosa é incapaz de se ligar com o Altíssimo por vontade própria, apenas pela graça amorosa, soberana e incondicional do Criador, podemos ser regenerados e assim pela graça sermos parecidos com Cristo e agradarmos verdadeiramente o Soberano Deus! Em se tratando de nossa natureza anterior a graça? Essa tem o mesmo odor monstruoso das piores criaturas horrendas da qual talvez nunca ouvimos falar!

O pecado causou nossa separação com o Altíssimo, e nessa condição não existe benevolência, sublimidade, benignidade, bondade, excelência, paremos de pensar que a “nossa natureza pecaminosa não é tão mal assim” ou “que o pecado não é tão ofensivo assim”. Talvez o pecado não nos ofenda tanto, pois nem isso nossa natureza carnal miserável nos deixa sentir em sua plenitude, talvez se enxergássemos na integra nossa situação pecaminosa, a bondade do Criador, o preço pago na Cruz e a detestável ofensa do pecado, viveríamos estarrecidos com rosto em terra, adorando ao único merecer de toda honra e glória para todo o sempre, Cristo, nosso Soberano Redentor.

Você pode estar se perguntando: Como aconteceu o inicio de toda nossa queda? Analisando as escrituras podemos verificar como foi o principio de nossa queda em três simples pontos:

PONTO 1: A ordem do Supremo Criador.

E o Senhor Deus ordenou ao homem: “Coma livremente de qualquer árvore do jardim, mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá”.
Gênesis 2:16,17

No Jardim do Éden, é possível perceber o mandamento expresso de Deus para Adão!  “NÃO COMA DA ÁRVORE DO CONHECIMENTO DO BEM E DO MAL” e caso o homem coma a consequência também já estava decretada “CERTAMENTE VOCÊ MORRERÁ”. A partir desse momento não existem desculpas, aqui temos um espécie de “Código Penal” visando evitar delitos criminais! A estrutura é composta da enumeração do delito e sua consequência.

PONTO 2: A oferta da serpente. 
Disse a serpente à mulher: “Certamente não morrerão! Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês serão como Deus, conhecedores do bem e do mal”.
Gênesis 3:4,5

Nesse trecho verifica-se a oferta da serpente para Eva. Argumentando que Deus não estava falando a verdade! Isso mesmo, a serpente sugere de maneira profana algo indizível, ela sugere que Deus está distorcendo a verdade.

PONTO 3: A reação do Homem, aceitando como verdade a oferta da serpente.

“Quando a mulher viu que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e, além disso, desejável para dela se obter discernimento, tomou do seu fruto, comeu-o e o deu a seu marido, que comeu também.” Gênesis 3:6

Nesse momento estamos diante da absoluta queda do ser humano, Adão e Eva preferiram seguir a oferta da serpente e de maneira direta acreditaram na ideia indizível de que Deus estava mentindo! Isso é extremamente ofensivo e absurdo! Delirante, demoníaco, horrendo, faltam-me palavras para descrever algo tão sombrio como isso que o homem fez.

Agora você pode estar se perguntando: Mas espera? Quem fez foi Adão e não eu!

“Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram;” Romanos 5:12

Simples assim: Adão nos representa, e assim como ele, também caímos.

Através dessa reflexão quero convida-lo a continuamente conscientizar-se de que nossos pecados de fato são uma expressão suprema de ódio contra Deus. Raciocine a ofensa do pecado original e perceba que a cada vez que pecamos estamos repetindo a dose repulsiva da violação.

Se existe uma ação que inunda meu ser ao refletir sobre o pecado é o pranto. Caro leitor, chore! Chore de angústia e tormento ao refletir sobre sua vil condição retida em sua natureza corrupta, chore ao meditar sobre a vasta misericórdia do Altíssimo ao amar de maneira perfeita e assombrosa seres mesquinhos dominados pelo pecado como nós, e chore de soluçar ao contemplar nossa regeneração pela Graça de nosso Eterno Salvador Cristo Jesus, nos dando uma nova natureza regenerada e capaz de manter-se firme até o tão sonhado dia de nossa glorificação, onde o velho homem será extinto e o novo homem contemplará o reinado absoluto do Irrestrito, Onipotente, Infinito, Ilimitado, Eterno Rei Jesus Cristo.

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