Lições para um cristão com a crise no ES

O estado do Espírito Santo tem sofrido nos últimos dias ondas de caos e terror. Tudo isso causado pela greve dos policiais militares (terceirizada para seus familiares), os quais cobram melhores salários e condições. Cenas de roubo, saques e homicídio vem fazendo parte, infelizmente, do dia a dia do capixaba.

Toda essa situação nos ensina, ou comprova, duas importantes lições bíblicas:

  • A depravação do homem

Como cristãos, insistimos que o homem é depravado por si mesmo. A pessoa já nasce em pecado (Sl 51:5) por conta da queda que vemos em Genêsis 3. Logo, embora o ambiente, a criação, a cultura e tudo mais possam nos influenciar negativamente, a principal culpa dos nossos atos é nossa. Nas palavras de John Owen:

“Há muitas tentações exteriores que afligem os homens, estimulando-os e provocando-os a fazer o mal. Mas a raiz e a origem de todas estas coisas estão no coração. As tentações não colocam nada dentro de um homem que já não esteja ali.”

Esse pensamento fica bem claro ao analisarmos os atos de vandalismo e corrupção da lei no Espírito Santo. Há diversos relatos, por exemplo, de pessoas com condições financeiras boas se aproveitando da situação para saquear lojas. Isso mostra o quão suscetível qualquer pessoa está para deixar seu pecado aflorar e cometer atos moralmente errôneos. Não são só os bandidos que são maus, todos somos caídos e, quando temos oportunidade, mostramos nossa verdadeira natureza. O que nos leva ao segundo ponto

  • A importância do estado

Um dos principais textos que falam sobre as autoridades, Romanos 13, nos ensina que o estado é o agente de Deus para trazer a espada e a justiça. Por conta do pecado que vimos acima, o governo serve como um agente de Deus para refrear o mal por meio das leis, dos agentes policiais, entre outros. Embora é muito comum cairmos no erro de querer dar ao estado mais funções do que ele realmente deve ter, não podemos negar sua importância para que o caos e o mal da queda sejam, pelo menos, diminuídos.

Logo, devemos lembrar-nos de orar pelos nossos governantes (1 Tm 2:2) e dar graças a Deus quando os vemos  estabelecer a justiça e assim cumprir as ordenanças de Deus, para o qual foram chamados.

Sendo assim, muitas vezes precisamos de situações extremas para poder refletir quem realmente somos e quão grande a queda afeta nosso meio. E perceber que não é um carro tocando músicas bonitas que vai nos tornar pessoas melhores, mas é só por meio da graça de Cristo que podemos deixar o pecado e buscar agradar a Deus.

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