A morte na cruz que nos fez viver

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Hoje é dia da sexta-feira chamada Santa, dia em que é lembrada no calendário a morte de Jesus Cristo. Não sei quanto a você leitor, mas muitas das pessoas em minha volta consideram este dia pesado, um dia em que se deve abster de carne, vícios, pecados, por ser uma data sagrada, uma data em que devemos nos conscientizar daquilo que foi feito na cruz e nos diminuirmos. É um fato que depois da cruz, nós devemos nos humilhar (At 5:41), devemos carregar nossa própria cruz (Mc 8:34) e evitar o pecado em nossas vidas (Ef 4:26). O ponto que quero colocar neste texto é não de tristeza, mas de felicidade, pois foi só depois da cruz que nós pudemos ter vida, e o cordeiro não está morto, porém vivo a direita de Deus Pai, hoje glorificado, distante daquele corpo de dores que possuiu na Terra, intercedendo por nós.

Quando analisamos as religiões do mundo, percebemos que na maioria delas (ao menos todas que conheço), tem-se a ideia de que para o homem ser salvo, ou para chegar em determinado alvo, ele deve buscar a Deus, fazer coisas para Deus, quer seja sacrifícios, boas obras, entre outras coisas. O cristianismo é a única crença que apresenta uma forma contraria de Deus ter um relacionamento com os homens, do homem conseguir salvação – que é o próprio Deus ir até o homem, e esse fato só é possível por meio da cruz de Jesus Cristo, no qual Deus se fez homem para quebrar a separação de relacionamento que existia entre a humanidade e Deus, pois o Pai derramou toda a sua ira (que deveria ser sobre nós) no único que era perfeitamente Santo, sem pecado ou acusação – Ele era o cordeiro necessário para estabelecer uma nova aliança(Is 53:11; Hb 9:15).

Tudo que ocorreu desde a criação do mundo, o pecado original e queda do homem, o nascimento, morte e ressurreição de Cristo aconteceram para a glória de Deus, tudo foi pensado por Ele antes mesmo da fundação do mundo. Como diz o pastor de minha igreja, antes de Deus disser “Que haja luz!”, Ele disse “Que haja cruz!”, e isso é algo extremamente grandioso e complexo para entendermos, mas é por causa dela que podemos viver, e sermos presenteados pela graça abundante de Deus.

Tendo em mente portanto que Deus veio até nós através da cruz, e que a cruz foi um ato para a glória do próprio Deus, precisamos saber que a cruz foi aquilo que nos fez poder viver, que nos pode garantir vida em abundância, livramento da escravidão do pecado, esperança eterna e a maravilhosa graça. De fato, a cruz foi favor imerecido, foi a expressão máxima do amor de Deus com aqueles que são seus – e isso deve ser a razão de vivermos sempre em comunhão com Ele.

Para concluir, gostaria de lembrar que na cruz Jesus morreu, mas ao terceiro dia ressuscitou (1Co 15:3,4), hoje está vivo, governando o mundo e todas as coisas, nos céus na terra, inclusive os principados e potestades, tudo está em seu domínio, Ele venceu a morte e em breve voltará para julgar todo o seu povo (At 17:31), pois Ele tem toda a autoridade para isso, por isso cantemos Hosanas, Aleluias àquele que é digno de toda honra e glória: Jesus Cristo.

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