A suficiência da cruz de Cristo

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Basicamente todas as religiões conhecidas do mundo têm algo em semelhante; a necessidade da pessoa fazer obras ou algum feito para atingir certo “patamar”. Ser uma boa pessoa, acumular riquezas, matar no nome de deus, passar por sacramentos e ritos são coisas necessárias para que alguém possa ser pertencente a alguma religião ou ser salvo. O cristianismo porém é diferente das outras religiões porque não coloca a necessidade do homem fazer algo, não precisamos da aprovação de Deus por termos feito algo para que possamos ser salvos ou conquistar a salvação, pois a cruz de Cristo foi suficiente e foi ela que conquistou nossa vida eterna.

O livro de Hebreus é um dos mais belos da Bíblia, o autor ao redigir os textos, estava direcionando aos judeus religiosos da época, que insistiam que a Lei mosaica ainda era superior a qualquer coisa, o apóstolo que escreveu porém é enfático em dizer que a cruz substituiu qualquer sacrifício, pois o sacrifício definitivo foi feito, o cordeiro sem pecados e perfeito, em obediência ao Pai morreu e tomou para si todos os pecados, sendo este sacrifício tão poderoso que foi suficiente para conquistar a salvação daqueles que Deus escolheu para si.

Ainda no livro de Hebreus, temos o conhecimento de que nosso relacionamento com Deus não depende mais de sacerdotes, de pessoas como intermediárias para termos uma relação íntima com Deus, o apóstolo porém afirma que o sacerdote maior é o próprio Cristo (Hb 7:26-28), que é Deus, e sendo assim Ele é para quem devemos nos relacionar, Cristo passa portanto a ser nosso intermediário, a partir da cruz ficamos livres da necessidade de um terceiro.

Em Romanos temos ainda outra exortação do fim da Lei e das obras para sermos considerados puros e justos diante de Deus. Embora muitas vertentes denominadas cristãs digam que as obras são necessárias para a vida eterna, a Palavra nos ensina que a fé é a única que salva (Ef 2:8-9), as obras serão os meios pelos quais seremos conhecidos no mundo, como forma de viver a fé que pregamos (Mt 5:16), ela porém não deve ser a condição necessária para sermos salvos, pois se fizermos essa afirmação, estaremos dizendo que o sacrifício de Cristo foi em vão e não foi suficiente.

A cruz de Jesus foi suficiente para todos os aspectos da nossa vida, através deste texto percebemos que a cruz abdicou com os sacrifícios para perdão de pecados (Rm 3:25), que Jesus tornou nosso sumo-sacerdote e único intermediário (Hb 2:17; 3:1; 4:14) e que com a cruz ficamos livres de fazer obras para a salvação (Gl 3:24). A cruz foi o ato de maior valor da nossa vida, pois ela não somente nos trouxe liberdade, suficiência, mas também nos trouxe nosso bem maior; a salvação. Devemos valorizar mais o significado que a morte na cruz tem em nossas vidas, pois foi ela que nos deu vida, a maior injustiça já ocorrida foi o que nos tornou justos diante do Criador, e nos tornou puros e irrepreensíveis, além de ter nos dado libertação.

 

“Misturar a Lei e o Evangelho não só nubla o conhecimento da graça, mas também corta Cristo completamente.”

Martinho Lutero

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