1 Timóteo 1:15

“Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.”

Timóteo aparece na Bíblia como um filho na fé do apóstolo Paulo, aquele que provavelmente estava sendo ensinado a respeito das doutrinas de Cristo para falar do Evangelho para as nações. As duas cartas que temos na Bíblia destinadas a Timóteo escritas por Paulo são muito valorosas, ele nos alerta quanto à graça, de como deve ser um pastor, dentre tantas outras coisas. Mas o que me chamou a atenção foi o verso 15 do primeiro capítulo da primeira carta, pois eu me vi como se estivesse escrevendo este texto.

Martinho Lutero, quando escreveu seus comentários sobre o Antigo Testamento indicou a razão para ainda estudarmos os livros pré-vinda de Cristo. O teólogo nos mostra que todas as Leis e a forma que Deus agiu com seu povo nos faz ver coisas muito valorosas à respeito de Cristo e também a cerca de nós. Pois conforme o apóstolo Paulo fala em Romanos, a Lei nos produz ira (Rm  4:15), e produz ira por que nos mostra o quão pecadores somos. A Lei portanto serviu como correção para nos forçar a não pecar até o período da graça concedida através de Cristo Jesus, e mesmo ela tendo sido substituída pela graça, ela ainda nos ensina quem não devemos ser.

Tendo em vista agora a Lei, que é a vontade de Deus transcrita em mandamentos, vejo inúmeras coisas que Deus abomina e ainda assim eu faço – mesmo sendo lavado pelo sangue de Jesus Cristo. Mentiras (Lv 19:22), a imoralidade sexual (Lv 18), orgulho (Ez 28:2), raiva (Sl 37:8) dentre tantos outros pecados. Olhando para o meu ser e sabendo que faço tudo isso, meu coração se endurece e clama diante de Deus; “Ó Senhor tem misericórdia de mim!”, pois não há nada de bom em mim que o Senhor possa extrair. Pois o bem que eu quero fazer eu não faço, mas o mal que eu não quero fazer, ah! Este é tão fácil de fazer e tão natural de mim.

Reconhecer-se como um pecador, e como o pior pecador não é uma tentativa de ser humilde, mas é justamente reconhecer de maneira íntima e individual que eu não mereço a graça tão maravilhosa que o Senhor me proporciona. Quando peco, me vejo humilhado diante da cruz do Santo Cristo, que merece que sejamos pessoas irrepreensíveis neste mundo, e não cumplices dele. Pois como vemos nas cartas de Jesus às sete Igrejas no livro de Apocalipse, quando o povo de Deus se deixa levar pelo pecado, não buscando santidade e arrependimento, Cristo é severo com o julgamento deles – e com razão.

Portanto, depois de ter esse reconhecimento, é suficiente para Deus que saibamos simplesmente que somos pecadores? Obviamente não, quando olhamos para Jesus o reconhecemos como Salvador nosso, Ele nos regenerou, nos tornou justificados diante do Pai, e assim nos fez novas criaturas, de modo que não precisamos mais ser escravos do pecado. Isso não significa que não vamos mais cometer pecados, mas que devemos mudar nossa postura diante de nossos erros, precisamos nos arrepender verdadeiramente diante de Deus e dos homens, precisamos ter mais intimidade com a Palavra e viver uma vida de oração sincera e contínua.

 

Deus jamais encontrará em nós algo digno de seu amor, senão que Ele nos ama porque é bondoso e misericordioso.

João Calvino

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